Cada beijo chama outro beijo. Ah! Nesses primeiros tempos quando amamos, os beijos nascem tão naturalmente! Brotam tão apressados uns contra os outros; e teríamos tanta dificuldade em contar os beijos dados durante uma hora como as flores de um campo no mês de Maio.
Marcel Proust, A Prisioneira
Apaixonado, ardente, fortuito, terno, maternal, malicioso, provocador, sensual, íntimo, desejado, roubado, o beijo é o símbolo supremo da união entre dois corpos e dois espíritos.
E quem melhor do que um escritor para descrever a emoção, a sensualidade e a embriaguez que nos invade quando beijamos?
Ovídio, Shakespeare, Goethe, Almeida Garrett, Victor Hugo, Rousseau, Antero de Quental, Kierkegaard, Zola, Flaubert, Eça de Queirós, Camilo Pessanha, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca, António Patrício, Fernando Pessoa, entre outros, convidam-nos a redescobrir todos os encantos da arte de beijar.
Reunimos nesta antologia os mais belos poemas e excertos da literatura universal sobre o beijo. Um livro apaixonante que convida a uma leitura apaixonada…